Canções mensageiras da revolução
Faz, hoje, 2 de agosto, 90 anos, que nasceu, em Aveiro, Zeca Afonso (1929 – 1987). Autor, compositor, músico, cantor, expoente máximo da música de intervenção no período áureo da revolução contra a ditadura que deu lugar à democracia. As músicas de Zeca Afonso são “vozes de um povo sofrido, vozes de denúncia, vozes de inquietude. Vozes da revolução de Abril”.
Esta tarde, um grupo e cidadãos fará entrega no Ministério da Cultura uma petição que reúne mais de onze mil assinaturas com o propósito de ver a obra de Zeca Afonso classificada como de valor nacional perpétuo. Zeca começou a gravar em 1950, era estudante da Universidade de Coimbra.
Deixou-nos uma vasta obra musical, álbuns que todos entoam, nomeadamente “Grândola Vila Morena”, “Venham Mais Cinco”, “Cantares de Andarilho” , “Cantigas de Maio”, como também fados de Coimbra. Recordar o cantor-músico Zeca Afonso é saudar a liberdade e a chegada em alegria da democracia.
Música > https://www.youtube.com/watch?v=Io_RidA1mlI
Mesmo que não venha a ser reconhecido oficialmente dificilmente deixará de ser um grande valor nacional.
De singularis alentejanus a 2 de Agosto de 2019 às 21:24
Uma da maiores "dores de cotovelo" da esquerda, é que nenhum partido pode dizer que o Zeca foi ser membro.
O que conheço do Zeca, primeiramente pela sua música e depois pelas suas intervenções politicas, leva-me a crer que, como muitos alentejanos que foram aglutinados pelas tretas do PCP, o que queria fundamentalmente era justiça social e liberdade de expressão, o que não havia antes do 25A. Mas como o Zeca tinha mais cultura e sabedoria que um qualquer trabalhador alentejano, não se deixou enganar pelos vendilhões de falsas liberdades do PCP e quejandos, . Por isso nenhum partido de esquerda, com muita pena, se pode vangloriar de o Zeca ter sido seu membro.
De António Matias a 3 de Agosto de 2019 às 11:28
As baladas de Zeca Afonso abalaram o país, acordaram mentes, despertaram Portugal para uma realidade que andava sufocada. Uma figura notável que merecia dignidade histórica por parte do país... Não consigo olhar para a revolução do 25 de abril sem ver Zeca Afonso.
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