Agostinho da Silva (1906-1994), professor, filósofo e ensaísta dos mais conceituados no Portugal do século XX, continua a ter lugar no pensamento e na interpretação da realidade actual.
As suas palavras sábias, expressas em diversas obras acessíveis, e passados 113 anos do seu nascimento, registado neste mês de Fevereiro, manifestam-se ainda hoje com a máxima importância e grandiosa lição de vida. É o que se pode constatar através do livro "Páginas Esquecidas - Agostinho da Silva", publicado há pouco, numa selecção, introdução e notas de Helena Briosa e Mota.

São páginas escritas em diferentes anos, situações e oportunidades, sobre inúmeros temas, mas que revelam uma enciclopédia de saberes fundamentais para todos os tempos.
"Penso (...) que todo o homem é diferente de mim, e único no Universo; que não sou eu, por conseguinte, que tem de reflectir por ele, não sou eu quem sabe o que é melhor para ele, não sou eu quem tem de lhe traçar o caminho; com ele só tenho o direito, que é ao mesmo tempo um dever: o de o ajudar a ser ele próprio; como o dever essencial que tenho comigo é o de ser o que sou, por muito incómodo que tal seja, e tem sido, para mim e para os outros" (Agostinho da Silva, 1970).

João Godim
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