O poder tecnológico pode produzir atrocidades
Neste domingo, 27 de setembro, assinala-se o 35.º Dia Mundial do Turismo com o tema: “Um bilhão de turistas, um bilhão de oportunidades”. Efeméride importante e sugestiva quando se proporcionam, cada vez mais, as melhores condições para se viajar um pouco por todo o lado. Atrevemo-nos a dizer que o mundo atual está em constante viagem, através dos que realmente partem ou por intermédio da presença de certas personalidades em lugares de referência, com mensagens para todos.
Assim, destaca-se por estes dias a viagem que o Papa Francisco está a realizar aos Estados Unidos da América (EUA), depois de Cuba, com pormenores históricos. A visita (de seis dias) do chefe do Estado do Vaticano e da Igreja Católica a estes dois países termina, hoje, após ter presidido ao Encontro Mundial das Famílias, em Filadélfia, uma cidade entre Nova York e Washington, na costa leste dos EUA.

Para a história ficaram também os memoráveis encontros com o presidente norte-americano Obama, o responsável máximo do Governo cubano, Raúl Castro, e o antigo dirigente Fidel Castro; bem como o seu discurso nas Nações Unidos (ONU), onde Francisco exprimiu o seu apreço por esta Organização que está a comemorar os 70 anos de existência, considerando-a “a resposta jurídica e política adequada para o momento histórico” que estamos a viver, uma “resposta imprescindível, dado que o poder tecnológico, nas mãos de ideologias nacionalistas ou falsamente universalistas, é capaz de produzir atrocidades tremendas”.
Por outro lado, apelou aos "organismos financeiros internacionais" que "devem velar pelo desenvolvimento sustentável dos países e não a submissão asfixiantes destes por sistemas de crédito que, longe de promover o progresso, submetem as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência" (...). "Nenhum humano, indivíduo ou grupo pode-se considerar omnipotente e autorizado a passar por cima do direito dos outros", afirmou na ocasião o pontífice, tendo ainda condenado a “má gestão irresponsável da economia global”, que não pode ser guiada pela “ambição de riqueza e poder”, alertou.

Enquanto viajava pelos EUA, o Papa Francisco (que em dezembro fará 79 anos) fez saber que irá lançar um disco a 27 de novembro, em que recita mensagens sobre bases pop e rock, com o título “Wake up!” . Uma música em português, “Fazei o que Ele vos disser”, fecha o disco, que tem 11 faixas e foi produzido por Don Giulio Neroni, que já trabalhou em discos de orações lançados pelos papas João Paulo II e Bento XVI.
Neste disco, a voz de Francisco foi gravada durante uma saudação ao povo sul coreano, feita em inglês no ano passado. A dado momento, ele diz que “ninguém que dorme pode cantar, dançar ou regozijar-se”, e por isso pede que os fiéis acordem, citando o título da música. Parte do valor arrecadado com as vendas de “Wake up!” será para um fundo de ajuda a refugiados, de acordo com o Vaticano.

João Godim
FREELANCER
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