
São muitas as construções sob inúmeras perspectivas, projectos e estilos. Não se pode dizer, em absoluto, que determinadas obras arquitectónicas correspondem integralmente a um período civilizacional, nem que obedecem a regras inalteradas. O homem das cavernas tinha o seu método habitacional como todos os outros povos que lhe seguiram. O modelo casa evoluiu à medida que o homem ambicionou mais e melhor conforto.
Por toda a Europa vamos encontrar casas/edifícios com estilos muito semelhantes. Portugal não foge à regra, o mesmo vamos constatar em todo o mundo. O foco arquitectónico é igual, a diferença está na adaptabilidade ao meio ambiente, ao clima e às condições locais.
Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira as primitivas construções para habitação são exemplos das necessidades do meio, o mesmo se verifica nas regiões do Algarve, Alentejo, Beiras e Trás-os-Montes. Todos os estilos arquitectónicos estão presentes em todo o país, com maior ou menor visibilidade.

(Casa típica da Madeira)
Na Madeira, o ex-libris habitacional está na Casa Típica de Santana, formato triangular e cobertura de colmo, remonta aos tempos primitivos. Nos Açores, o emblemático modelo de construção assemelha-se ao algarvio e alentejano.
Nas grandes cidades (Lisboa, Porto, etc.) a simbologia arquitectónica está na linha das urbes europeias, com pontuais mutações. Não é preciso “correr o mundo” para conhecer a arquitectura mundial, está expressa no nosso país, a começar por Lisboa. As viagens habitacionais levam-nos ao conhecimento do que parece ser... desconhecido!

(Casa Típica dos Açores)

João Godim
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