Músico, intérprete, compositor, anarquista, mestre dos "sete ofícios", Léo Ferré (1916-1993) nasceu há um século, no dia 24 de agosto. Era natural do Principado do Mónaco, onde o seu pai trabalhava como chefe do pessoal do Casino de Monte-Carlo, e a sua mãe era costureira, de origem italiana.
Cedo se familiarizou com a música e poetas de eleição. Estudou música clássica e foi maestro, dirigindo concertos de Beethoven, entre outros. Interpretou musicalmente textos de Baudelaire e Louis Aragon, poemas de Ronsard, Apollinaire e Rimbaud.
"Inconformista radical", a sua atenção tendia para os temas do "amor, morte e a passagem do tempo", como é exemplo o poema "Avec le temps":
> "Com o passar do tempo
Com o passar do tempo tudo vai embora
Esquecemos o rosto e esquecemos a voz
O coração, quando deixa de bater, não vale a pena
Procurar mais longe, é preciso deixar andar, e está muito bem. (...)
> Léo Ferré, um dos maiores vultos da moderna música francesa, foi contemporâneo de Georges Brassens, Jacques Brel, Jean Ferrat, Charles Trenet...

João Godim
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