
Aqui ao lado (nesta nossa Europa), na Ucrânia, onde a violência dura há meses, há fome, há mortes, há guerra e a pobreza atinge drasticamente os idosos. A população sénior ucraniana está a aumentar e os jovens a emigrar. O jornalista José Milhazes descreve o momento actual como de alta tensão e de alta preocupação. “Na Ucrânia, o salário mínimo mensal é de 741 grivnas (pouco mais de 70 euros), sendo o médio de 2 500 grivnas (cerca de 250 euros). Uma família que vive num apartamento de três assoalhadas paga mensalmente entre 40 a 50 euros por água, luz e aquecimento”. À conversa com uma cidadã ucraniana, o jornalista regista que “as aldeias ucranianas fazem lembrar o período a seguir à segunda Guerra Mundial, só restam mulheres, os homens partiram todos para os mais diversos países”, afirma Lilia, contabilista numa empresa de comércio de automóveis, acrescentando: “só ficam os alcoólicos, os velhos e as crianças”.
O momento actual na Ucrânia é de alta tensão, o governo e os mais velhos querem manter-se ligados à Rússia, os mais novos lutam pela entrada do país na União Europeia. A Ucrânia, antigo território da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), chegou à independência em 1991, após o desmembrar do potentado comunista soviético. O drama actual está nas lutas opostas entre gerações, cujo conflito está a destruir um país, sem plausíveis justificações. O povo, o tal povo, sofre e morre, abandonado à sua sorte! E os seniores, os mais atingidos, sem saber o que fazer.
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João Godim
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