Uma minoria entendeu protestar contra a presença do presidente dos EUA, em Londres, a convite do governo inglês. Mas o mais absurdo foi ver o presidente da Câmara de Londres alinhar no minguado protesto e merecer destaque na comunicação social como se fosse um herói. Já não é primeira vez, nem será a última, que dizer mal de quem é maior eleva o menor à glória pela estupidez.
Para o autarca londrino, Adiq Khan, muçulmano, filho de imigrantes paquistaneses, o presidente dos EUA não devia ter sido convidado pelo governo inglês nem ter sido recebido pela rainha, como foi, com honras de estado. O monhé muçulmano com sangue paquistanês não só foi cretino como tentou criar atritos entre dois países com forte e secular aliança institucional.
O episódio em nada veio beliscar as excelentes relações entre a Inglaterra e os EUA, já inaceitável foi o destaque que os media ingleses deram à inusitada postura de Adiq Khan como se fosse uma figura mais importante que o presidente dos EUA, eleito por mais de 94 milhões de americanos. A comunicação social britânica, com excepções, tentou desvalorizar a presença de Trump em Inglaterra e, de forma indirecta, ridicularizar o governo inglês.
Uma nódoa a evitar no futuro. Para bem da diplomacia e de respeito pelos outros, a grande maioria dos ingleses não se revê nestes pecadilhos. Felizmente.

João Godim
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