O “Titanic” foi o símbolo de uma época marcada pela riqueza material e pela avançada tecnologia do mundo ocidental. Orgulho de uma sociedade europeia que queria transportar o “prazer da vida” de certas classes, com o maior luxo possível, mesmo que à sua volta outros desejassem embarcar até ao “sonho americano”, em busca de melhor sorte… Foi assim o destino do maior transatlântico até então construído em Inglaterra e que pretendia ligar os continentes europeu e americano.
Na sua viagem inaugural, a 14 de Abril de 1912, embateu num iceberg e começou a afundar-se… Era perto da meia-noite, a 925 km a sudeste da Terra Nova… E o “senhor dos mares”, após algumas horas do impacto, e já no dia 15, com as suas 46 mil toneladas e mais de 1.500 passageiros a bordo, ficava sepultado para sempre nas águas profundas do Atlântico Norte… Sobrevieram apenas 705 pessoas, salvas pelo navio Carpathia que captou o SOS…
Entre os passageiros estavam quatro portugueses, três deles oriundos da Madeira, que iam para a emigração: Manuel Domingos Fernandes Coelho, solteiro, de 21 anos, natural da Ponta do Sol; José Neto Jardim, casado, de 21 anos, natural do Lombo das Laranjeiras, Calheta; e Manuel Gonçalves Estanislau, de 38 aos, natural da Ladeira e Lamaceiros, Calheta; viajavam na terceira classe e embarcaram em Southampton com destino a Nova Iorque. Na segunda classe, viajava José Joaquim de Brito, 32 anos, natural do Continente, que tinha como destino destino final São Paulo, no Brasil. Uma tragédia que "matou" quatro portugueses.

João Godim
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