As férias são para descansar e contemplar maravilhas do universo. Os cientistas, os astrofísicos da alta ciência, estão na corrida acelerada para a teoria que unifique e explique, matematicamente, os fenómenos físicos, a quântica, a relatividade geral e a gravidade. Todos procuram chegar primeiro. O objetivo não é conhecer tudo, empanturrar o cérebro humano com todos conhecimentos possíveis. Nem ele tem capacidade, e as máquinas de conhecer, também não. E alguma vez terão?
Os cientistas procuram a teoria para explicar “tudo”, como o universo funciona. Um sonho bonito e ambicioso! Einstein, há cem anos, deu um passo notável com a sua teoria da relatividade. Os buracos negros vieram dar-lhe alguma razão. Mas ainda não se dispõe de princípios matemáticos que expliquem tudo. Pensar que tudo poderá ser explicado pelo homem e que a sua cabeça poderá vir a descobrir o como de tudo, é fantástico. Afinal os caminhos do universo não são absurdos! Desde aquele bendito Big Bang deu-se início ao tempo, espaço e a tudo o que circula neles.
Mais bendito, porém, é Aquele que criou do “nada” essa sementinha pesada do universo, a fez explodir e deu origem o tudo o que os cientistas desejam explicar. Explicar, não criar! Todo esse tempo decorrido e percorrido desde há cerca de 14 milhões de anos, dizem, tem uma pré-história, sem fala humana, outra de oralidade e a macro-história escrita de cerca de uns 5, 6 ou mais milhares de anos. Esta macro-história desafia ainda mais que a teoria do tudo físico.
Os sábios, porém, procuram a chave, não para explicar, mas para interpretar e compreender o sentido do seu todo físico, espiritual e divino. Vão precisar, também, de ciências e leituras de sinais, mas mais de sabedoria, convicções de fé humana e divina n’Aquele que criou aquele “nadinha” tão pesado como o universo e acendeu a centelha da explosão de triliões de triliões de maravilhas. Ele fala. 
A chave da compreensão humana possível dos milhões de fenómenos, sinais e sentido, do antes, durante e depois do tempo e do espaço, já está por aí. Não faltam sábios e sensatos convictos que já dispõem dela; outros ainda procuram. Só por si, os homens não a encontram. Precisam da ajuda d’Aquele que é, a criou e fala.
Os sábios desejam entender um pouco mais essa história humana até a horizontes infinitos. Aqueles que desejam a verdade e ser verdadeiros; querem viver em amor humano-divino e ser bons, vão conseguindo. A chave principal de compreensão chama-se Bíblia e o dono ou “eixo” dela é Jesus Cristo; Ele a motivou. Ele e os que já vivem e compreendem mais a história ajudam os outros a compreender. Toda a Bíblia trata de Jesus Cristo: profetiza largamente a sua primeira e a sua segunda vinda, a sua vida, morte e ressurreição.
Os profetas, desde Abraão e Moisés, nos textos escritos a partir do rei David, e anteriores aos da mitologia grega, anunciam-no como Messias, o Enviado do Pai.
No século II Justino, filósofo cristão convertido, escreveu que os escritores gregos, para não dar crédito às profecias da Bíblia, deturparam-nas e colaram-nas à sua mitologia de deuses de ridículas más paixões, para desacreditar os textos bíblicos. Infelizmente alguns rejeitaram a Bíblia e as profecias e adoraram objetos da idolatria e literatura grega. Outros, porém, eruditos, filósofos e pessoas sensatas, deixam essas balelas e convertem-se a Cristo, única chave da vida e da eternidade. 
A rejeição de uns e a fé doutros continuam desde o tempo de Cristo, da sua ressurreição e de épocas posteriores até hoje. Uns criam e adoram novos ídolos; outros adoram Jesus Cristo Filho de Deus. E assim vai acontecer até à segunda vinda de Cristo que se oferece a todos como chave da macro-história. Todos são livres para rejeitar ou para acreditar na sua divindade; para os que nem sim nem não resta continuar a procurar até encontrar e se decidirem.
Todos compreenderão que as profecias da vinda, vida, morte e ressurreição de Cristo não podem ser separas do Cristianismo, da Igreja, da realidade visível da comunidade cristã com o papa, bispos, fiéis, os pobres, doentes e frágeis. Todos são família de Jesus e seus membros e fazem parte da grande história humana com Deus.
Os cientistas buscam a teoria do tudo, guiados pela convicção que ela tem que existir porque faz sentido para a ordem científica do mundo. Os sábios buscam Jesus com toda a sua família porque só Ele é o sentido da Macro História da humanidade.
> Aires Gameiro

João Godim
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