

Leio nalguma imprensa umas prosazitas medíocres que me parecem sofrer os seus autores de amnésia, mais aqueles que tentam dividir a notícia em jornalismo velho e jornalismo novo. Em jornalismo a notícia representa uma consciência colectva e deve permitir todas as interpretações possíveis. A notícia pela notícia permanece e são os seniores quem melhor consegue interpretar e valorizar.
O Japão é o país com mais seniores (mais de 70 mil idosos com mais de 100 anos) e com mais leitores de jornais com idade sénior. Na Europa os seniores são pouco valorizados, com excepções, apesar de ser o continente com maior aumento anual de idosos e a registar menos nascimentos. Como alguém questionava: "Como seria a Europa do presente sem os novos jovens seniores?"
Na Assembleia da República lá está um deputado (do PSD) que teve o despudor de classificar, em pleno hemiciclo, os idosos portugueses de "peste grisalha", "este país não é para velhos". Estamos neste pantanal mental a merecer repulsa de todos. As mensagens dos cartazes (acima) merecem reflexão.

João Godim
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