Campo de extermínio de Auschwitz, hoje, património da humanidade.
Auschwitz, na Polónia, figura no mais negro quadro da "matança de inocentes" de que há memória na Europa e no Mundo. Ali foram exterminados mais de 1,3 milhões de seres humanos indefesos, entre 1940 e 1944. Passados cerca de 70 anos do fim da II guerra mundial, Auschwitz continua a ter uma presença muito recente no espírito dos povos alemães, polacos e dos países vizinhos. A guerra está, desde 2013, a ceifar vidas na Ucrânia (que faz fronteira com a Polónia de Auschwitz), os campos de concentração e de extermínio construídos pela Alemanha nazista estão na memória de todos.
A Europa está em guerra, na Ucrância e noutras regiões. Mas enquanto se abatem com armas populações outros usam a prepotência e o domínio financeiro para matar inocentes, como está a acontecer na Grécia. Os países do norte há muito que andam em "guerra" com os países do sul da Europa. Os "campos de concentração" continuam a existir agora sob outros alicerces e outras directrizes. O terrorismo verbal é tão ou mais perigoso que o terrorismo levado a cabo por grupos extermistas. As cimeiras e os tratados em nome da paz não passam, na prática, de engrenagens e maquilhagens. Superioridades e inferioridades inconsistentes e falíveis.

João Godim
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