O presidente da República esteve em Pedrógão Grande dois anos após os incêndios de má memória, quis Marcelo Rebelo de Sousa se inteirar in loco o que foi feito e o que falta fazer depois da fatídica tragédia que causou mortes, destruiu habitações e deixou indústrias em cinzas. O drama não está nem nunca estará ultrapassado. Pese embora o grande apoio recebido para fazer voltar a vida local à normalidade a recuperação está longe de ser materializada.
Drama atrás de drama é saber que significativa parte dos apoios recebidos foram canalizados para quem à data não foi atingido pelos incêndios. Há queixas no Ministério Público e presidentes de câmaras arguidos por desvios de verbas. Um dos autarcas na situação de arguido é o presidente de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, ex-inspector da PJ, que foi cumprimentado pelo presidente da Republica com um puxão agressivo à vista de todos os presentes.
Um gesto desagradável tanto mais que foi Marcelo quem se dirigiu ao autarca para o cumprimentar. Um puxão de orelhas em público difícil de aceitar. Sabe-se lá porquê a comunicação social mostrou o gesto agressivo, visto na televisão, para posteriormente retirar. Censura, não!
Valdemar Alves (com colete) ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa.

João Godim
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