.SENIORS - MAYORES - ANZIANI - 前輩 > SENIOR LIFE IN THE WORLD
Terça-feira, 29 de Outubro de 2019
O slogan universal que diz que “o povo é quem mais ordena” já deu o que tinha a dar. Fez eco e furor nos anos dos sonhos revolucionários tanto pela classe operária como pelos que acreditavam que “o povo unido jamais será vencido”. Hoje nem “ordena” (não ordena nada) e é “vencido” às claras sem ter a mínima hipótese de regressão. Pelo menos em Portugal. Ontem, a esquerda peronista ganhou as eleições na Argentina (país do papa Francisco), ouviram-se os slogans pelas ruas de Buenos Aires. Será que os slogans vão vingar?
Sem entrar em análises para inglês ver, isto é, sem recorrer ao blá-blá-blá dos políticos e comentaristas do “sabem tudo”, vamos aos factos concretos, objectivos e de forma sucinta. Em 2019, a Assembleia da República gastou (de janeiro a dezembro) 83 milhões de euros, com 25,3 milhões de euros para os partidos. Os actos eleitorais custaram cerca de 11 milhões, mais 14,4 milhões de subvenções para os partidos.

Os 19 ministros do governo socialista liderados por António Costa.
Estes números passam à margem dos eleitores e mais ainda dos portugueses. Em eleições legislativas em Portugal nunca houve tantos governantes, nem tão fraca votação elegeu 230 deputados. O governo que tomou posse no passado dia 26 de outubro 2019 (sábado), é composto por 69 membros (19 ministros e 50 secretários de estado), o maior elenco governamental de sempre.
Amanhã e depois (30 e 31 de outubro) decorre o debate do programa do governo, para cumprir calendário. É difícil interpretar toda esta grandeza governamental num país com mais de dois milhões de pobres (segundo as estatísticas) e com os mais baixos salários da zona euro (União Europeia).