
Portugal encontra-se entre os países com os mais baixos salários da União Europeia mas é também dos países a registar, ano após ano, um crescente número de ricos. Indicam relatórios internacionais que o nível médio salarial em Portugal está muito aquém da média europeia.
Na última década, o Estado português injectou nos bancos cerca de 70 mil milhões de euros. Até 2015, a Caixa Geral de Depósitos registava perdas acima dos mil milhões de euros. Só com os bancos: BES, BPP, BPN e BANIF, o Estado “perdeu” mais de 18 mil milhões de euros, para alem dos custos suportados com o BCP, Montepio e Banco Novo.
Para se ter uma referência sobre o que se passa no mundo “entre riqueza e pobreza as fortunas dos milionários aumentaram 12,5 % no ano passado – ou 2,5 mil milhões de dólares por dia -, a metade mais pobre (3,8 mil milhões de pessoas) viu o seu rendimento cair 11%”. Ou, por outras palavras, em 2018, os 26 mais ricos do mundo tinham em seu poder tantos recursos como os 3,8 mil milhões de pessoas que fazem parte da metade mais pobre da população mundial".
A desigualdade é tão gritante e aviltante que “quase metade da população mundial vive com menos de 5,5 dólares por dia ou 4,83 euros”.

João Godim
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