"Por uma sociedade decente" é o título do novo livro do Professor Eduardo Paz Ferreira, catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e especialista em questões económicas, financeiras e fiscais.
A obra, publicada neste mês de julho, foi apresentada esta quinta-feira no Funchal, com a presença do autor e de vários oradores convidados, entre os quais o antigo presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim.
Uma ocasião para a plateia colher algumas lições de sabedoria e manifestar entusiásticos aplausos, dadas as reflexões propostas a toda a gente, numa linguagem acessível, sobre temas que são de ontem e de hoje.
O livro chama a atenção para as mudanças registadas a vários níveis, nas últimas décadas, como os efeitos da "revolução tecnológica", mudanças que nem sempre são positivas para a melhoria de vida dos cidadãos, para uma mais eficaz política governamental ou tomada de decisões adequadas ao desenvolvimento a que todos os cidadãos têm direito.
Mas, como diz o autor: "Começar de novo vai valer a pena. Este livro fala-nos de uma economia que nos mata e de uma sociedade que nos envergonha", como já afirmou o Papa Francisco, citado também por Eduardo Paz Ferreira na conferência que proferiu no Funchal a propósito deste seu livro.

Alberto joão Jardim pegou no título do livro para sublinhar que “os políticos têm que se tornar decentes". Para o antigo líder madeirense, “o Tratado de Maastricht é conservador, ultraliberal e feito para favorecer os mais fortes”, aludindo de forma explícita às disparidades entre países e cidadãos numa mesma UE.
«Este é um livro de um cidadão profundamente atento e empenhado, que recorre ao Direito, à Economia, à História e à Ciência Política, mas também ao cinema, à música, à publicidade e ao discurso mediático, para nos convidar a pensar sobre o mundo em que vivemos», considera Ricardo Paes Mamede.
«Eduardo Paz Ferreira é um mestre. A sua voz, cada dia mais fundamental, distingue-se no Portugal contemporâneo", diz José Tolentino Mendonça.
Recomenda-se a sua leitura, pois, a actualidade está bem patente nesta obra de cerca de 300 páginas, divididas em oito capítulos.

João Godim
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