
Arnaldo Matos, líder e fundador do PCTP/MRPP, natural da Madeira, faleceu, ontem, aos 79 anos. Foi um dos mais carismáticos e activistas políticos portugueses no período revolucionário, pós 25 de abril de 1974. Foi preso, em 18 de fevereiro de 1975, pelo COPCON, mas poucos dias após foi libertado por “imposição” de manifestações populares em Lisboa.
Foi um líder que mobilizava jovens operários e estudantes, uma então “escola de massas”, entre os quais Durão Barroso (que saiu para o PSD), Ana Gomes e José Lamego (ambos para o PS), entre muitos outros que andaram e andam pela ribalta da política depois de terem estado na “cartilha” do PCTP/MRPP, fundado em 1970, na clandestinidade.
Arnaldo de Matos, advogado, vivia em Lisboa. Era irmão de Danilo Matos, casado com Violante Matos, filha única de José Saramago, nobel da literatura.
Discurso de Arnaldo Matos, líder MRPP, em 17 de maio de 1980. Durão Barroso está na primeira fila (em baixo, à esquerda). (foto in O Jornal).

João Godim
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