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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2019

Arnaldo Matos, líder e fundador do PCTP/MRPP, natural da Madeira, faleceu, ontem, aos 79 anos. Foi um dos mais carismáticos e activistas políticos portugueses no período revolucionário, pós 25 de abril de 1974. Foi preso, em 18 de fevereiro de 1975, pelo COPCON, mas poucos dias após foi libertado por “imposição” de manifestações populares em Lisboa.
Foi um líder que mobilizava jovens operários e estudantes, uma então “escola de massas”, entre os quais Durão Barroso (que saiu para o PSD), Ana Gomes e José Lamego (ambos para o PS), entre muitos outros que andaram e andam pela ribalta da política depois de terem estado na “cartilha” do PCTP/MRPP, fundado em 1970, na clandestinidade.
Arnaldo de Matos, advogado, vivia em Lisboa. Era irmão de Danilo Matos, casado com Violante Matos, filha única de José Saramago, nobel da literatura.
Discurso de Arnaldo Matos, líder MRPP, em 17 de maio de 1980. Durão Barroso está na primeira fila (em baixo, à esquerda). (foto in O Jornal).
De Albertina Granja a 22 de Fevereiro de 2019 às 13:02
Há muitos anos que não havia falar de Arnaldo Matos, que tanto andou nas bocas do mundo...!!!
Paz à sua alma
AG
De Reis e Costa a 22 de Fevereiro de 2019 às 18:09
Um puro revolucionário que mais fez pela liberdade política sem se aproveitar, bem pelo contrário. Arnaldo Matos foi o ideólogo das massas quando os outros partidos faziam a propaganda do carneirismo. Paz à sua alma.
De Marcelo Rebelo de Sousa a 22 de Fevereiro de 2019 às 18:48
“ao tomar conhecimento do falecimento do Dr. Arnaldo Matos, envio à família enlutada as minhas mais sentidas condolências. Personalidade da vida pública portuguesa conhecida pelo desassombro das suas intervenções, Arnaldo Matos ficará na memória de todos como um defensor ardente da liberdade e como um lutador pela causa da justiça social e dos mais desfavorecidos. Concordando-se ou não com as suas ideias e afirmações, a voz de Arnaldo Matos, pela sua intransigente independência, contribuiu decisivamente para enriquecer o debate democrático e para o pluralismo de opinião no seio da sociedade portuguesa. Por tudo isso, Portugal ficou mais pobre com o seu desaparecimento”. Presidente da República.
De Lina Tomé a 22 de Fevereiro de 2019 às 19:10
Nenhum outro político fez tanto pela classe operária e estudantil como Arnales Matos. Difícil hoje dizer se a democracia que hoje temos teríamos sem Arnaldo Matos? Tinha tudo do que tinham e têm os revolucionários, em defesa dos mais esfavorecídos. Ao retirar-se da política activa deixou uma vazio enorme. Será sempre lembrado. Bem haja e esteja em paz.
De Irineu Barreto a 23 de Fevereiro de 2019 às 10:41
Ireneu Barreto, ministro da República para a Madeira, “lamenta o falecimento do eminente politico e advogado madeirense Arnaldo Matos, com quem teve o gosto de privar nos tempos de estudante, realçando a coragem e determinação com que sempre defendeu as suas ideias. Apresenta à família enlutada as mais sentidas condolências.”
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