O mundo é de todos e todos têm de saber respeitar as leis ancestrais. Nada justifica cometer actos que vão destruir e matar bens e vidas. É um raciocínio absurdo absolver alguém que mata outro. Ver o país a arder porque energúmenos pegaram lume não é o mesmo que causalidade. A situação patrimonial e as perdas humanas são dolorosas demais.
Quem incendiou o país não é digno de continuar a viver neste nosso mundo. Pessoas mortas pelo fogo nas suas residências, como aconteceu, ontem, no Funchal, é uma tragédia inimaginável. Em pleno século XXI saber que há pessoas a morrer queimadas pelo fogo, faz-nos recuar à Inquisição (Idade Média), às fogueiras para queimar vivos os "cristão novos".
Em questão está a punição a aplicar ao pirómano, passível de pena capital. Só quem passa pela situação de morte, em situações fatais (viver ou morrer), estará em melhor condição para não tolerar actos piromaníacos.
Quantos incêndios já ocorreram em Portugal por via de mão criminosa? Quantas pessoas já morreram? Quantos bens se perderam? Quantas casas foram destruídas? Quantos milhões de euros perderam as pessoas e o país? Quantos incendiários foram presos e voltaram a incendiar? Quantos, quantos, quantos???
Ontem, no Funchal, junto a uma moradia onde morreram três pessoas carbonizadas, todos intimavam: : Pena capital para os pirómanos, seja na Madeira, em Portugal ou no Mundo.

João Godim
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