Ilustre português do séc.XIII
Neste mês de Agosto, dia 15, assinala-se o aniversário natalício de Santo António de Lisboa. Homem universal, um dos portugueses mais conhecidos em todo o mundo, a sua vida e obra têm sido objecto de muito estudo e reflexão.
Mais recentemente, o escritor e ensaísta António Mega Ferreira lançouu m livro intitulado “Santo António, de Lisboa e Pádua”, onde ajuda a “percorrer os caminhos do santo na sua época, sentindo a paisagem, o calor e o frio, os cheiros e os sons, transpondo-os para os dias de hoje”, passando pela “eterna disputa entre Lisboa e Pádua”, e ainda Coimbra, Toulouse ou Rimini, cidade onde também o ilustre português do século XIII “deixou a sua marca”.
Nesta obra, que conta ainda com a colaboração do fotógrafo Marc Gulbenkian, o autor retrata a vida de Santo António (1195-1231) desde que nasceu até à morte, já depois de passar por Coimbra e seguir para Itália, dentro do culto franciscano em que se inseriu até ao fim da vida, e no qual pregou sempre, com destaque para "os sermões, onde desenvolve uma simbologia muito pessoal, sobretudo sobre os animais, a que dá significados simbólicos, alguns inseridos na tradição da própria Igreja, mas outros completamente inovadores”, considera o escritor.
"É um homem sensível à beleza das formas, e isso é humaníssimo. A sua afectividade, que põe nas relações com as pessoas, estava aliada ao enorme carisma pessoal que tinha, aos dotes oratórios que possuía. É isso que leva a essa espécie de quase adoração”, diz Mega Ferreira.
Restos mortais de Santo António na "sua" Basilica, em Pádua
Em Pádua, "il santo" que conviveu com São Francisco de Assis, esteve pouco tempo, mas a Quaresma de 1231, com 40 dias consecutivos de pregação, “provavelmente custou-lhe a vida". E granjeou-lhe a popularidade que viria a levar à canonização, 11 meses depois da morte, ocorrida a 13 de Junho de 1231, aos 36 anos de idade.

João Godim
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