
As audiências destinadas a apurar, em concreto, os responsáveis pelos créditos ruinosos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) têm sido inimagináveis para os cidadãos portugueses que cumprem os seus deveres. Ou são psicopatas ou são conscientes e pensam que todos os cidadãos são tolos, mais cá, mais lá, patati, patatá. Se calhar Berardo e outros que receberam milhões da CGD até não têm dívidas, nada devem, a negligência e o facilitismo são da responsabilidade de quem autorizou os empréstimos de centenas de milhões.
O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, ex-administrador da CGD, insiste que: “Nunca participei nas reuniões que constituem os 25 maiores créditos”, num total da ordem dos 1,2 mil milhões de euros. Em anterior audiência na Comissão de Inquérito da AR, Carlos Costa foi mais selectivo; “não tenho memória”, uma habilidade própria dos que se refugiam na toca do esquecimento. Mais Patati, mais patatá!

João Godim
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