"... Acreditou-se em 1974, com o reforço constitucional de 1876, que se faria Justiça ao Povo. Ingenuidade, logro e engano. Os partidos políticos logo capturaram o Estado, as autarquias, as empresas públicas. Nada aprenderam com a História. Desprezam-na. Penhoraram a Nação. Com desvarios e desmandos. Obras faraónicas, estádios de futebol, auto-estradas pleonásticas, institutos públicos sobrepostos e inúteis, fundações público-privadas para gáudio de senadores, cartões de crédito de planfond ilimitado, etc. Delírio, esquizofrenia esbanjadora.
O país faliu de novo em 1983. Reincindiu em 2011. O governo arrasa tudo. Governa para a troika e obscuros mercados. Sustenta bancos. Outros negócios escuros. São o seu catecismo ideológico e político. Ao seu povo reservou a austeridade. São impostos e rombos nas reformas. As palavras ”Povo” e “Cidadão” foram exterminadas do seu léxico. Há direitos e contratos com bancos, swaps, parcerias. Sacrossantos.
… De que serviu aos velhos o governo? E seu memorando?"
Alberto Pinto Nogueira, Procurador-Geral-Adjunto

Caricatura de um fingidor, algures perdido na luta tenaz contra os seniores.

João Godim
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