O Papa Francisco está a visitar, neste-fim-de-semana, três Países Bálticos: a Lituânia, a Letónia e Estónia, para uma viagem que visa "homenagear quem sofreu por causa da fé".
O programa inclui uma passagem pela antiga sede do KGB em Vilnius, o Museu da Ocupação e Lutas pela Liberdade na Lituânia, e uma oração pelas Vítimas do Gueto, um memorial do Holocausto.
Os católicos na Lituânia representam 80% da população; na Letónia há uma maioria luterana e os católicos são 20%; na Estónia, 75% das pessoas afirmam-se como não-crentes, tendo a comunidade católica cerca de 5 mil pessoas.

À sua chegada a Vilnius (capital da Lituânia) e perante as autoridades oficias renidas no Palácio Presidencial, o Papa Francisco lembrou a identidade das três nações que estão a celebrar o centenário da sua independência e as pontes de diálogo e de solidariedade estabelecidas entre todos, apesar do grande sofrimento no passado.
Para o futuro, disse, e no caso da Lituânia, é preciso dar "especial atenção aos mais novos, que são, não apenas o futuro, mas o presente desta nação, se permanecerem unidos às raízes do povo. (...) A Lituânia, que eles sonham, joga-se na busca constante de promover as políticas que estimulem a participação ativa dos mais novos na sociedade. Isto será, sem dúvida, semente de esperança, pois levará a um dinamismo em que a «alma» deste povo continuará a gerar hospitalidade: hospitalidade para o estrangeiro, hospitalidade para os jovens, para os idosos, para o pobre, enfim hospitalidade para o futuro."

João Godim
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