O Papa Francisco inicia, esta quarta-feira (25 de Novembro), a sua primeira visita a África e, até domingo, passará pelo Quénia, o Uganda e a República Centro-Africana. É a 11ª viagem apostólica do seu pontificado.

A primeira etapa é Nairobi, a capital do Quénia. Este país tem cerca de 43 milhões de habitantes, 80 por cento dos quais cristãos (32,3% são católicos e 47,7% protestantes), situa-se na África Oriental e faz fronteiras com o Sudão, a Etiópia, a Somália e o Uganda.
O seu território estende-se por mais de 580 mil quilómetros e, além do Lago Turkana e de outros pequenos lagos no chamado Rift Valley, possui ainda o Monte Quénia, com 5.199m de altitude, o segundo ponto mais alto da África, depois do Klimandjaro (Tanzânia), e que, em 1997, foi inscrito pela UNESCO na lista do património da Humanidade.
O Quénia, ex-colónia britânica, tornou-se independente, em 1963, sob a liderança de Jomo Kenyatta, mas as primeiras cidades do país terão sido fundadas pelos árabes que iniciaram a partir do século XII intensas relações comercias com a população local. Na altura os portugueses também ocuparam algumas zonas costeiras, mas os europeus não conseguiram impor-se ao domínio islâmico, isso só veio a acontecer em finais do século XIX.

Do ponto de vista económico é de salientar que o Quénia é um dos maiores exportadores mundiais de chá e de flores, nomeadamente rosas. O turismo é também um dos pilares da economia do país.
O Papa João Paulo II visitou este país três vezes: em 1980, 1985 (por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional) e depois em 1995 para a entrega da Exortação Apostólica pós-sinodal, “Ecclesia in África” .
Mas, a primeira viagem de um Papa a África foi a de Paulo VI ao Uganda, em 1969; João Paulo II esteve ainda em mais de 40 países africanos e Bento XVI visitou três países: Angola, Benim e Camarões.
Grupo coral católico africano > https://www.youtube.com/watch?v=-9N9s4d0sX0

João Godim
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