Italianos descobriram
portugueses povoaram
Foi João Gonçalves Zarco o primeiro português a encontrar a Ilha da Madeira, em 1419. A descoberta do arquipélago foi feita pelos genoveses (italianos), em 1335. Na zona central do Funchal ergue-se um monumento de homenagem a Zarco. Trata-se de uma estátua em bronze, da autoria do escultor madeirense Francisco Franco e foi inaugurada em 28 de Maio de 1934.
A figura imponente do famoso navegador assenta num pedestal de calcário, com figuras alegóricas em baixo-relevo e através das quais se pretende exaltar: o "Povoamento", a "Conquista", a "sabedoria" e a "Cristianização".
A construção desta obra foi uma iniciativa da então Junta Geral do Distrito do Funchal que celebrou contrato com Francisco Franco, no ano de 1924. Antes de vir para o Funchal, a estátua esteve exposta em Lisboa e em Sevilha, aqui por ocasião da Exposição Universal Ibero-Americana de 1929, tendo sido distinguida na ocasião com uma medalha de ouro.
De acordo com o Dicionário Histórico de Portugal, Zarco (1390-1471) era um "fidalgo cavaleiro da casa do infante D. Henrique, pertencente a uma família distinta. Seguiu desde muito novo a carreira marítima, e por mais de uma vez exerceu o comando das caravelas que guardavam as costas do Algarve.
Quando o infante D. Henrique se lançou no caminho das explorações marítimas, João Gonçalves Zarco foi o primeiro que se lhe ofereceu para o coadjuvar nesses empreendimentos. Aproveitando o oferecimento, o infante D. Henrique, em 1418, mandou preparar um barco e entregando-o a João Gonçalves Zarco e a Tristão Vaz Teixeira, mandou-os demandar terras desconhecidas, ou procurar umas ilhas que já apareciam nos mapas, e a que teriam aportado cinquenta ou sessenta anos antes outros navegadores.
João Gonçalves Zarco chegou depois dalguns dias de viagem, à ilha que chamou de Porto Santo, voltando logo a Portugal a dar conta do resultado da sua expedição. O infante ficou satisfeitíssimo e tratou logo de colonizar a ilha. Ordenou pois a João Gonçalves Zarco e a Tristão Vaz Teixeira que voltassem a Porto Santo, dando-lhes por companheiro outro criado da sua casa, chamado Bartolomeu Perestrelo.

Cidade "velha"
Foi nessa segunda viagem que demandaram a ilha da Madeira, saindo Tristão Vaz e Gonçalves Zarco do Porto Santo no dia 1 de julho de 1419, e indo aportar à Madeira no ponto a que chamaram de S. Lourenço, por ser de S. Lourenço, também o nome do navio que os conduzia. Fizeram depois em torno da ilha uma viagem de circum-navegação e foram pondo nomes aos diferentes acidentes da costa. Nessa viagem recebeu a principal baía da ilha o nome de Baía do Funchal e, uma grande lapa, onde se escondiam muitos lobos que os viajantes caçaram, o nome de Câmara de Lobos, tomando desse sitio o próprio João Gonçalves Zarco e os seus descendentes o apelido de Câmara.

Baia de Câmara de Lobos
Joao Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira e Batolomeu Perestrelo, foram os primeiros portugueses a chegar ao arquipélago da Madeira, no ano do 1418 (Porto Santo) e em 1419 (Madeira). O povoamento das ilhas começou por volta de 1424.

João Godim
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