As verdadeiras conquistas são
as que fazemos contra a ignorância
A história repete-se. Ainda que não se queira admitir, o mundo está parcialmente em guerra, os imperadores e os demónios do poder não foram extintos. Parar para recordar faz todo o sentido. Considerado um dos grandes generais e estratega militar de todos os tempos, só comparável a Alexandre Magno e César Augusto, por exemplo, Napoleão Bonaparte (1769-1821), o imperador francês que quis dominar a Europa e o mundo conhecido de então, nasceu vinte anos antes de eclodir a "Revolução Francesa".

No contexto das suas campanhas e invasões militares chegou a Portugal, nos inícios do século XIX, obrigando a família real portuguesa a estabelecer-se (refugiar-se) no Brasil, com todas as consequências que daí resultaram para o futuro o nosso País, como a própria independência do Brasil (1822) e a "Revolução Liberal" em Portugal (1820), entre muitos outros factos.
Entretanto, a História regista que no final das "guerras napoleónicas", e já a caminho do seu exílio na ilha de Santa Helena, Napoleão Bonaparte passou pelo Funchal, mas não saiu do barco em que viajava. No entanto, ainda foi obsequiado com honras de imperador, tendo-lhe sido oferecidos alguns livros, frutas frescas e uma pipa do melhor vinho da Madeira. Consta que não terá bebido esse vinho, por receio de morrer envenenado, e que após o seu falecimento, visto que a pipa não tinha sido aberta, os comerciantes do Funchal requisitaram para que fosse devolvida, o que veio a acontecer.

«As verdadeiras conquistas, as únicas de que nunca nos arrependemos, são aquelas que fazemos contra a ignorância», escreveu um dia Napoleão Bonaparte que queria levar a cultura e a civilização da "Revolução Francesa" a todo o mundo, ainda que com grande autoritarismo e poder despótico, como o episódio de se coroar a si próprio imperador, retirando das mãos do Papa o respetivo símbolo como era tradição. Também sofreu pesadas derrotas, como a batalha de Waterloo, com os ingleses. Mas deixou e instituiu obras notáveis no campo da administração pública, como o Código Comercial e o Código Penal, depois implementados nos vários países que pretendeu conquistar.

João Godim
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