Ramalho Ortigão, escritor e jornalista, natural do Porto (1836-1915), destacou-se na literatura portuguesa dos finais do século XIX pela sua participação em importantes eventos, como a "Questão Coimbrã", as "Conferências do Casino" e a co-autoria, com Eça de Queirós (1845-1900), dos primeiros livros policiais da literatura portuguesa; com Eça também fundou "As Farpas" e foi membro activo da chamada "Geração de 70".
(José Duarte) Ramalho Ortigão foi Comendador da Ordem Militar de Cristo e da Imperial Ordem da Rosa do Brasil; exerceu o cargo de bibliotecário na Real Biblioteca da Ajuda, foi Secretário e Oficial da Academia Nacional de Ciências, Vogal do Conselho dos Monumentos Nacionais, Membro da Sociedade Portuguesa de Geografia, da Academia das Belas Artes de Lisboa, do Grémio Literário, entre outras instituições nacionais e estrangeiras.
A par desta dinâmica, Ramalho Ortigão dedicou-se ainda a divulgar o património natural do nosso país e a enaltecer os seus reais benefícios. Escreveu alguns livros sobre o assunto, numa espécie de guia cultural e de sugestão para os mais interessados. 
É o que se pode desfrutar da sua obra "Banhos de Caldas e Águas Minerais", escrito em 1875, com preciosos esclarecimentos sobre "os fundamentos das hidroterapias, bem como sobre as qualidades e a tipologia das águas"; "uma preciosidade literária que evoca esse universo romântico e estival em que o corpo se purifica e beneficia do período de repouso nas termas".

João Godim
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