Durão Barroso, ex-presidente da comissão europeia, está na berlinda pelos piores motivos. Tudo porque aceitou o convite (que outros terão abdicado) para presidir o Goldman Sachs, um grupo financeiro anglo-saxónico, com sede em Nova Iorque, que terá estado envolvido em escândalos que abalaram o mundo financeiro (ver videos).
Em Setembro do ano passado (2015), Durão Barroso usufruía “uma pensão vitalícia de 132 mil euros, por ano, 11 mil, por mês, ao que soma o subsídio de reintegração durante três anos. Uma espécie de subsídio de desemprego de luxo”. Como presidente do Goldman Sachs, Barroso irá ganhar cerca de 5 milhões de euros, por ano.
O presidente francês, François Hollande é uma das vozes críticas ao ex-presidente da CE, considerando “moralmente inaceitável” e pede mesmo a Durão Barroso que desista. Sair da presidência da CE para a presidência de um gigante financeiro controverso não abona, em nada, a credibilidade e independência da própria União Europeia.
Em 2013, criticámos um deputado do parlamento europeu por ter dito que Durão Barroso era "um senhor ninguém". Alguns jornais belgas e franceses deram publicação a este estúpido epíteto. A nossa reacção foi mais de "português em defesa do português". Devíamos ter feito silêncio!
Dúvidas que ficam: Que relacionamento teve o Goldman Sachs com a CE, durante os dez anos em que Durão Barroso foi presidente?
Video > https://www.youtube.com/watch?v=8wbguTjGXBQ
Video (CNN) > https://www.youtube.com/watch?v=3CP46ZJE-IQ

João Godim
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