Sem publicidade não há Comunicação Social
Se olharmos para a comunicação social e estivermos atentos à televisão vamos rapidamente concluir que é a televisão quem tem o poder da informação. Tem o primeiro poder, tem as maiores audiências, impõe conteúdos, dá rumo às notícias, determina princípios e fins, promove e desconsidera, ao ponto de conduzir a opinião das pessoas para o objectivo pretendido. Bem ou mal. A televisão tornou-se numa máquina promocional demolidora e perigosa que a todos aliena, em Portugal e no mundo.

Ronald Trump, presidente dos EUA, comprou uma guerra quando disse que “os americanos não devem ir atrás das notícias dadas pela televisão”. O canal CNN lançou de imediato um ataque sem precedentes, cuja reacção veio a ter um efeito contrário com a CNN a perder milhões de receitas publicitárias. A televisão, com os meios técnicos de que dispõe, facilmente elabora, produz, fabrica a informação (como bem entende) com o foco no retorno financeiro.
A principal fonte de receitas da televisão provém da publicidade, dos spots televisivos, o que, desde logo, condiciona a liberdade desejada. Não há uma televisão livre, independente, tal como não há jornais, revistas e rádios. Um recente caso do que acabamos de escrever passou-se no nosso país. Durante semanas a televisão massacrou a situação no Sporting Clube de Portugal, o poder económico e financeiro impôs a agenda e a televisão teve que ceder, sob pena de perder milhões de euros em receitas publicitárias. O objectivo foi conseguido.

Situações semelhantes acontecem diariamente na política, na banca, nos principais sectores da economia. O poder económico (principal investidor em publicidade) impõe e a televisão tem que seguir o azimute traçado. Em Portugal, sem publicidade não há comunicação social.
Só a cultura pesquisada e fundamentada pode dar informação isenta às pessoas. Deixar-se levar pela televisão é deixar-se alienar de uma forma brutal, com excepções. A manipulação das notícias é alimento grosseiro que os altos responsáveis permitem intencionalmente. Manda quem tem "poder financeiro".

João Godim
FREELANCER
Mil Canções
dos últimos 30 anos
>REPORTAGENS