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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2015

O mundo está prisioneiro de si próprio

O jornalista francês Olivier Rolin (n. 1947), que é também um conceituado escritor de romances que fazem pensar, publicou há pouco (em Portugal pela Sextante Editora) o livro "O Meteorologista", sobre a vida de Alexei Feodossevitch Vangengheim, prisioneiro no primeiro campo de concentração da antiga URSS - um dos famosos "Gulags" de má memória, algures na Sibéria...  O protagonista desta triste teia era então o primeiro responsável pelo Serviço Hidrometeorológico da URSS e competente cientista, mas foi vítima do "Grande Terror" (1937-1938) estalinista, um período dramático que deitou por terra todas "esperanças revolucionárias".

 

Alexei Feodossievitch foi preso pela polícia política em 1934, condenado a dez anos de cativeiro num campo de trabalhos forçados, julgado e considerado culpado de sabotagem "contra-revolucionária" e condenado à morte por fuzilamento... Um relato impressionante de Olivier Rolin feito depois de aturada investigação, em que dá a conhecer, por exemplo que: "Durante os anos no campo de concentração, e até à véspera da sua morte atroz, ele enviava à pequena filha Eleonora desenhos, herbários, adivinhas. É a descoberta dessa correspondência destinada a uma criança, que ele não mais voltaria a ver, que me levou a investigar sobre o destino de Alexei Feodossevitch Vangengheim, o meteorologista. Mas também a convicção de que estas histórias de um outro tempo, de um outro país, não são tão longínquas como poderíamos pensar: o triunfo mundial do capitalismo não se explica sem o fim terrível da esperança revolucionária".

Ainda nessa época, não se podem esquecer os "campos de concentração" na Alemanha e países vizinhos construídos pelos nazis, desde a sua ascensão ao poder, em 1933, "cerca de 20.000 campos para aprisionar milhões de vítimas". Os campos eram utilizados para trabalhos forçados, lugares de passagem e, sobretudo, como campos de extermínio construídos exclusivamente, para "assassinatos em massa"..., até ao fim da II Grande Guerra. Em Portugal, em tamanho pequeno, tivemos também o nosso "Campo do Tarrafal", em Cabo Verde..., e as prisões sob a vigilância da PIDE (polícia política que cerceava a liberdade mais audaz e revolucionária), que obrigou muitos intelectuais, artistas e outros, a se refugiarem no estrangeiro como exilados...


O mais surpreendente é que todas estas situações continuam nos nossos dias, com outros nomes e intenções (através da economia, dos empréstimos e resgates, das censuras...), mas com o mesmo espírito que condena o mundo a ficar prisioneiro de si próprio... Até quando? Ao mesmo tempo, as utopias existem e não podem ser vencidas; resta a boa literatura, como este livro de Olivier Rolin que denuncia e alerta para a "banalidade do mal" também presente na sociedade atual.

publicado por j.gouveia às 10:52

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2 comentários:
De Reis e Costa a 15 de Agosto de 2015 às 11:55
E porquê está prisioneiro? Os interesses são mais que muitos, políticos, económicos e financeiros. O comércio de material bélico movimenta biliões. Estamos na Europa e parece que aqui não há guerra???? mas quase todos o dias há mortes na guerra da Ucrânia e já vai em mais de um milhão de refugiados! Centenas ou milhares de mortes e um avião comercial com 298 passageiros foi abatido em julho de 2014 quando sobrevoava território ucraniano. A guerra na Ucrânia está a ser cobardemente ignorada para não manchar a imagem de paz na Europa, uma paz podre!!!
De Mário Aguiar a 15 de Agosto de 2015 às 23:02
Todos prisioneiros de todos e compreende-se à luz das teorias e doutrinas ditas democráticas. A relação do compromisso e da solidariedade, nalguns casos, chega a ser de escravatura. Já viram como a Grécia está prisioneira da Alemanha, a mesma Alemanha que com todos estes empréstimos ganha mais de 100 mil milhões de euros à Grécia. Sugam até o tutano. Não será isto exploração e estar prisioneiro. Quando é que isto vai parar...?

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