Unidos marcámos três golos à Hungria, somámos três pontos em três empates, nos três jogos da primeira fase do Euro/2016, em França. Um alegre pecúlio para o Portugal dos futebóis e para todos aqueles que vão a todas as festas sem serem convidados. Sábado há mais tormenta, com Portugal a defrontar a Croácia, no tudo ou nada. Uno e trino passámos à fase seguinte.

Foi aleluiático ver o presidente Marcelo, no final do jogo de Lyon, a cumprimentar os jogadores, em descompressão, pela vitória (empate 3-3). Fez-nos lembrar Merkel, no mundial do Brasil, na cabine, com os jogadores em cuecas, em gotas de transpiração e bafos de cansaço, a festejar o título mundial de futebol que a Alemanha acabava de conquistar.
São nestes momentos que vejo a força que o futebol tem. São gestos que servem para pôr à prova os sentimentos e estímulos do poder. Merkel fez questão de ser fotografada, na cabine, com os jogadores em cuecas e a foto, que correu mundo, foi muito elogiada pelos alemães e não só. Marcelo não pediu foto nas cabines e compreende-se, afinal nada está ganho.
Em jeito de crónica diremos que, nos três jogos efectuados, a nossa selecção não mostrou estofo para ganhar o Euro. Só os fariseus dão favoritismo a Portugal, têm outros interesses e fazem do futebol um trampolim para vender mais jornais e subir as audiências.

Para quem anda há largos anos no futebol sabe que Portugal não é favorito como nunca foi e por isso mesmo nunca ganhou um título a nível de selecções principais. Seria um feito histórico se tal acontecesse. Sim, não, reticências!
Uma coisa parece irrefutável: O bafo do futebol atrai os líderes políticos de todas as cores e ideologias. Vamos lá saber porquê?

João Godim
FREELANCER
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