Um monumento ao sofrimento e coragem
A escritora bielorrussa Svetlana Alexievich é a vencedora deste ano (2015) do Nobel da Literatura, anunciou, há pouco, a Academia Sueca que justifica a atribuição do prémio pela "sua escrita polifónica, um monumento ao sofrimento e coragem nos nossos dias". Desta autora foi publicado este ano em Portugal (Porto Editora) o livro "O fim do homem soviético".

Trata-se de um reconhecimento com algum sabor político já que a Rússia, também, sobe ao palco internacional por via da cultura; os temas ligados à Rússia, aliás, têm sido suscitado muitos títulos nos últimos tempos, como por exemplo "O Meteorologista", livro de Olivier Rolin, que já abordámos aqui.
Além disso, o Nobel deste ano foi para uma mulher, coisa rara no historial deste famoso prémio, com mais de um século. Em 2014, o Prémio Nobel da Literatura foi atribuído ao escritor francês Patrick Modiano. José Saramago foi o único autor português premiado, até ao momento, faz hoje precisamente 17 anos (8 de Outubro de 1998).

Os galardoados com o prémio Nobel recebem um diploma, uma medalha de ouro e um prémio monetário no valor de quase 900 mil euros. Todos os prémios serão entregues a 10 de Dezembro, aniversário da morte do magnata sueco fundador do galardão, Alfred Nobel (1833-1896), químico e inventor da dinamite.

João Godim
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