O primeiro-ministro português, António Costa, regressou, ontem, de uma visita oficial à China. Uma agenda preenchida em reuniões e contactos tendo em vista reforçar as ligações com Portugal nos domínios da economia e do intercâmbio cultural. Um olhar e piscar para o alto sem espaço para ver o país dos gritantes contrastes sociais.
A China é o país mais populoso do mundo, com cerca de 1,3 mil milhões de habitantes, 119 milhões são idosos com mais de 65 anos. Aquilo a que o governo chinês define de “assistencialismo social” está muito longe de corresponder às insuficientes necessidades das pessoas em geral e dos idosos em particular.
(Foto: in semanário EXPRESSO)
Portugal quer da China investimento - tragam dinheiro para cá – para a banca, seguros, cartão gold e afins. Lojas chinesas em Portugal há muito que entraram em falência (se é que alguma vez rentabilizaram o encargo financeiro), muitas encerram as portas. O alto capital da China não vem para Portugal de mão-beijada e já há países europeus a rejeitar o investimento chinês.
Lá diz o velho e sábio provérbio “quando a esmola é muita o pobre desconfia”.

João Godim
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