A monarquia é a mais antiga instituição de governo no Reino Unido / Inglaterra, e continua a merecer popularidade. Pelo menos, é o que revelam as apreciações do 90.º aniversário natalício da rainha Elizabeth II (Isabel II), festejado hoje (21 de abril).
Ainda assim, em muitas partes do mundo, incluindo países influentes (como os EUA), ainda há quem não conheça ou tenha ouvido falar sequer da soberana mais idosa em funções, ou da monarquia em geral. Para além de que existem defensores e adversários do regime dito "aristocrático e elitista", mas sem as glórias de um passado distante.
Quanto à rainha Isabel II, não consta que, apesar da sua idade, deseje reformar-se ou aposentar-se... Trata-se de um cargo vitalício, símbolo de uma autoridade política e moral que importa respeitar como uma referência inigualável, embora o povo, ao invés, por exemplo, da época medieval, já não siga uma "obediência cega" ou uma "imposição" de determinadas "classes".

O cargo de rainha de Inglaterra é "mais figurativo do que um cargo de importância política de facto", ainda que tenha a última palavra sobre "crises políticas e económicas", e a entrada ou não do país na guerra.
A história da monarquia inglesa tem mais de mil anos. O seu primeiro monarca considerado é Henrique I (1068-1135). Sobre a moderna monarquia inglesa sabe-se que o pai da rainha Elizabeth II, o rei George VI, foi o terceiro membro da Casa de Windsor a assumir o trono do Reino Unido, entre 1936 e 1952 (ano da sua morte), tendo subido ao trono após o seu irmão Edward VIII, que se apaixonou por uma cidadã norte-americana divorciada, ter abdicado.

George VI casou-se com Lady Elizabeth Bowes-Lyon, em 1923, e teve duas filhas: a actual rainha Elizabeth II e a Princesa Margaret. A jovem Elizabeth foi educada em casa sob a supervisão de sua mãe. No final da II Guerra Mundial, trabalhou no "Serviço Territorial Auxiliar". Casou-se com o príncipe Phillip Mountbatten, duque de Edimburgo, seu primo de terceiro grau. Ambos têm a famosa rainha Victoria como trisavó. Em 1948, o casal teve Charles, o primogénito de quatro filhos, que ainda esperar ser coroado rei.

A rainha Elizabeth II de Inglaterra visitou Portugal, pela primeira vez, em 1957 (cinco anos depois de ter sido coroada), entre 18 e 23 de fevereiro, e concentrou as atenções do país e também do estrangeiro.
O então presidente do Conselho, António Oliveira Salazar, "aproveitou a visita para aliviar a pressão internacional, especialmente nas Nações Unidas, onde a política colonial portuguesa era posta em causa cada vez com mais frequência. As ruas de Lisboa, e mais tarde as do Porto, engalanaram-se para receber a monarca e o marido".
A rainha visitou Portugal, pela segunda vez, em 1985, era presidente da República, Ramalho Eanes.

João Godim
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