Uma das personalidades marcantes do século XX, Nelson Mandela, faz hoje 100 anos. As celebrações do seu nascimento acontecem um pouco por tudo o mundo.
Foi político, advogado, líder de um movimento contra a descriminação racial no seu país, África do Sul, passou 27 anos na prisão e é considerado um exemplo para os grandes estadistas.
Presidente eleito da África do Sul entre 1992 e 1999, recebeu o Nobel da Paz em 1993, em conjunto com Frederico De Klerk, o último presidente branco de uma hegemonia colonial baseada em critérios de cor das suas populações.

Nelson Mandela (1918-2013), discípulo de M.Gandhi, lutou pela liberdade e impediu ressentimentos ou vinganças após as inevitáveis mudanças do regime de "segregação". O mundo, nos finais da década do século XX, também já estava a mudar de forma significativa, basta lembrar a "queda do Muro de Berlim", o desmoronamento da "União Soviética" e a consequente "derrota" da chamada "Guerra Fria", entre outros acontecimentos. Além disso, difundiam-se ideias e interpretações sobre o "novo milénio" que estava prestes a começar, com toda a sorte de espectativas e mitos.
Mas, personalidades como Nelson Mandela, estão acima de todas as teorias ou planificações, porque a sua vida sempre falou mais alto, em termos da defesa dos direitos humanos e dos compromissos políticos a favor de todos.
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Eu lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Eu tenho prezado pelo ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas possam viver juntas em harmonia e com iguais oportunidades. É um ideal pelo qual eu espero viver e que eu espero alcançar. Mas, caso seja necessário, é um ideal pelo qual eu estou pronto para morrer".

João Godim
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