Corte portuguesa foi para o Brasil
Cada ser humano transporta em si próprio um estado de liberdade e de exílio, como demonstram grandes exemplos do passado, em termos da História social e política. Chefes e líderes excepcionais sempre se destacaram em cada época e deixaram algumas lições para o futuro no tocante à governação, excluindo os anacronismos e as características ou exigências inerentes a cada tempo.
Exemplo maior destas considerações históricas é Napoleão Bonaparte (1769-1821), político, militar e imperador francês que, na sequência da Revolução de 1789, alterou o mapa da Europa e colocou em sobressalto as monarquias então vigentes.
Napoleão Bonaparte cedo se evidenciou na "carreira das armas". Partidário dos ideais da Revolução, teve "uma fulminante ascensão na carreira militar devido às suas brilhantes e estrondosas vitórias nos campos de batalha".
Ascendeu aos mais altos cargos da governação, promoveu reformas estruturais de largo alcance e foi escolhido pelo senado, em 1804, imperador dos franceses com o nome de Napoleão I, Sob o seu comando, invadiu Estados soberanos e países seus vizinhos, causando mudanças nunca vistas, como a mudança da corte portuguesa de Lisboa para o Rio de Janeiro, em 1808, no contexto das chamadas "invasões francesas".
Mas, como nada é eterno, Napoleão sofreu uma pesada derrota em 1815, em Waterloo, que ditou o seu afastamento do poder e o exílio na ilha de Santa Helena onde viria a morrer, aos 52 anos de idade... Foi no dia 17 de Agosto de 1815 que Napoleão Bonaparte chegou a Santa Helena, "lugar do desterro".
"A Ilha de Santa Helena situa-se a 1.860 km da costa da África. Tem comprimento de 17 km e largura de 10 km". Consta que tenha sido "descoberta pelo navegador português João da Nova, em 1502. Nos anos 1640, foi ocupada pelos holandeses. Em 1659, tornou-se um domínio da Companhia Inglesa das Índias Ocidentais, que trouxe muitos escravos africanos". Durante o exílio de Napoleão, o governo da ilha estava nas nãos da Coroa Britânica.
Historicamente falando, sabe-se ainda que "o barco que transportava Napoleão Bonaparte, e sua mulher Josefina, a caminho do exílio em Santa Helena, fez uma paragem na ilha da Madeira. Napoleão seguia a bordo da Northumberland, nau almirante da esquadra inglesa comandada pelo almirante George Cockburn.
O cônsul geral britânico na ilha, Henry Veitch, um escocês, terá subido a bordo e oferecido ao antigo imperador um cabaz de produtos madeirenses: frutas, doces e vinho. Uma lenda local, acrescenta a possibilidade de Napoleão e Josefina terem desembarcado furtivamente para um jantar de luxo oferecido pelo cônsul em sua casa."

João Godim
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