Se o governo cair caem todos, se o governo se mantiver mantêm-se uns e os outros. Para nós, tanto faz uns como outros. Deste governo temos contas por acertar, temos nós e milhares de portugueses, por nos ter roubado parte do subsídio da reforma, produto dos nossos mais de quarenta anos de descontos obrigatórios para a segurança social e afins. Um governo que rouba e quem rouba é ladrão. Depois de terem dito que as reformas são intocáveis, de terem prometido não tocar nos subsídios das reformas. Um governo ladroeiro e que mente ninguém quer. E os outros: também não são da mesma linhagem? Prometem também com mentiras, dizem uma e fazem outra. Em quem votar, em quem acreditar? A corrida desenfreada é “o poder pelo poder” e já falam numa coligação PSD-PP-PS, no caso de nenhum partido alcançar uma maioria absoluta para governar.
No tabuleiro político da democracia vale tudo. A dívida externa portuguesa está nos 131%, insustentável, subiu mais de 38% após a tomada de posse do actual governo liderado por Passos Coelho e Paulo Portas. Depois da Grécia, Portugal é o próximo que se segue. Antes que seja tarde, há que chamar à responsabilidade os governantes. A gestão pública não pode continuar a ser um ninho que alimenta vícios, enriquece os lacraus e palco para todas as “fugas para a frente”. O presidiário da cela 44 não é o único a ser alvo da tragédia nacional. Em síntese, não há nada de novo!

João Godim
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