Todos sabem que o jogo de futebol é de 11 contra 11, que as leis do jogo são iguais para todos, que um jogo tem a duração de 90 minutos e que em campo, ante tudo e todos, todos os jogadores são iguais. Estas são as regras centenárias em vigor. Tudo o mais é cifrão.
De entre as centenas de futebolistas que integram as selecções no Euro/2016, os jogadores portugueses estão entre os mais bem pagos, usufruindo salários muito acima dos mais altos salários pagos em Portugal e no mundo. São portugueses ricos, milionários, pagos a peso de ouro por clubes estrangeiros. Uma emigração de super luxo.

Os futebolistas portugueses, regra geral, nascem no seio de famílias pobres e, de um momento para outro, passam a ter uma vida de novo-riquismo, com tudo a seus pés. O jogador milionário é um empregado de clubes e empresários milionários com objectivos bem definidos: Alcançar títulos para serem revertidos em mais-valias financeiras para os clubes.
Quando jogam pelas selecções, os jogadores portugueses parecem “anões”. Os adversários parecem em maior número, correm mais, lutam mais e são mais práticos e objectivos. Empatar com a Islândia e com a Áustria, equivale a derrota, por muitos argumentos de falta de sorte, azar e quejandos. A Alemanha, Espanha e Itália, entre outras selecções, jogam no seu máximo rendimento individual e colectivo, e nestes países jogam os melhores do mundo.

Se os jogadores portugueses jogassem na selecção como jogam nos seus clubes Portugal era campeão. Uma displicência que vem de longe e que tem custos caros para o país. A selecção de Espanha é um bom exemplo do querer dos seus jogadores. São factos… nada de novo na selecção nacional!

João Godim
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