Aqui, na "Esquina do Mundo", como escreveu Ferreira de Castro, entre as avenidas de Zarco e Arriaga, a curta distância da Catedral, erguida há mais de 500 anos, foi e continua a ser a "porta de entrada" da Ilha da Madeira. O Funchal histórico começa e acaba aqui, desde os reinados da monarquia portuguesa e europeia - réis, rainhas, príncipes e princesas - à república da alta burguesia, fidalguia e ilustres personalidades nacionais e estrangeiras.

Na mais famosa "Esquina do Mundo" insular, onde começou por funcionar um hotel, depois uma discoteca, restaurante, café e uma instituição bancária, estão muitos registos contados e não escritos do Portugal que fomos e das disputadas soberanias alemães e inglesas pela ilha que os italianos descobriram e os portugueses povoaram e adotaram como território seu.
O estar aqui é o estar no Mundo! Uma história aos pedaços, retalhada, prenhe de universalidades de riqueza histórico-cultural, únicas e ancestrais. A primeira imagem leva-nos para um passado da mulher madeirense com os trajes típicos, as flores, as produções hortícolas, a pecuária-bovinicultura que, com a actividade piscatória, foram pilares da economia do arquipélago.

A "esquina" de hoje, em letra minúscula, já não tem café, ponto de encontro, mas tem o "sepulcro" de muitos nacos da nossa história, contada e por contar!

João Godim
FREELANCER
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