Reféns da demagogia
Um imparável turbilhão está a corroer este nosso mundo, da base ao cimo da pirâmide humana, como se tudo fosse possível sobreviver na lixeira da pobreza mental fora dos mais elementares princípios. O mundo está a ficar refém da demagogia, de políticos e governantes sem ética e sem moral, do tenebroso poder bélico e da ameaça que paira sobre a natureza e o meio ambiente.
Manda, põe e dispõe, quem tem poder, não importa como. Um lunático presidente da Coreia do Norte entende mandar misseis para os mares do Japão, e o mundo encolhe-se. Só quando passar do mar para terra e cair em cima de seres humanos indefesos então vamos virar a ponta da agulha noutra direcção. Amazónia a arder não é de agora mas é agora que o mundo amplifica os sons do pulmão do mundo, para atingir Bolsonaro. O mundo está em guerra, na Ásia, em África, na América central e do sul, e também na Europa Ucránia Russa, e no intermitente Kosovo.
Nunca o mundo foi palco de tanta demagogia como agora. Lá fora e cá dentro. Só esta de ver 21 partidos políticos na corrida às eleições legislativas portuguesas de 6 de outubro, com gastos da ordem dos 7,5 milhões de euros em acções de campanha dá que pensar. Nesta desmedida ambição não esta a bem do país mas a bem de um tacho bem remunerado. Uma política a bater no fundo e um mundo a seguir uma trajectória imprevisível.


João Godim
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