(ÓBIDOS, vila com o maior número de livrarias em Portugal)
Por muito que tenhamos à disposição recursos tecnológicos imparáveis e nunca vistos, o livro impresso, acomodado às mãos e aos olhos de leitores devotos, é e será sempre indispensável para a compreensão do mundo e dos ambientes que habitamos.
Por exemplo, para fazer consultas através da Internet, torna-se necessário estar preparado e saber o que se procura, e isso consegue-se pela leitura de livros ou obras literárias, científicas, técnicas e outras, de acordo com os interesses e objectivos pretendidos.
Esta "cooperação" é incentivada por diversos autores, nomeadamente os que escrevem sobre histórias reais e conhecem bem o objecto de que falam. É o que prova Arturo Pérez-Reverte (n. 1951), actualmente o escritor espanhol mais lido em todo o mundo, com livros centrados em temas como a aventura, a guerra, os conflitos, amizade e a morte.
Repórter de guerra durante muitos anos, Pérez-Reverte publica livros com notoriedade desde 1993, muitos dos quais traduzidos em cerca de 40 idiomas. A sua mais recente obra, traduzida também em português e intitula-se "Homens Bons" e assenta na convicção de que "é possível mudar o mundo através dos livros e do conhecimento".
Entre a ficção e a realidade, o autor retrata uma época marcante, a Europa do século XVIII, no contexto do Iluminismo e Enciclopedismo.
Relata as peripécias de dois académicos, membros da Real Academia Espanhola, que tentam levar para Espanha uma "obra proibida", os 28 volumes da Enciclopédia Francesa de D'Alembert e Diderot. Uma "tarefa delicada", repleta de "heróis e vilãos, intrigas e incertezas", baseada em "acontecimentos e personagens reais".
Arturo Pérez-Reverte conduz-nos até a um tempo importante da nossa História, quando a "ânsia de liberdade derrubava a ordem estabelecida", e dá-nos a conhecer os "heróis que quiseram mudar o mundo com os livros".

João Godim
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