Faz hoje anos que morreu, o último rei de Portugal, D. Manuel II, filho do Rei D. Carlos e da princesa Amélia de Orleães. Tinha 43 anos e faleceu em Londres onde tinha fixado residência após o assassinato de seu pai e de seu irmão mais velho, D. Luís Filipe.
D. Manuel II foi Rei entre 1908 – 1910, sendo deposto com a queda da monarquia e a implantação da República, a 5 de Outubro de 1910. Para alguns investigadores, o assassinato do Rei D. Carlos teve contornos políticos de infidelidade à causa monárquica e pela ânsia de poder sem limites por parte dos opositores.
Ainda, hoje, na Praça do Comércio (Terreiro do Paço), em Lisboa, lá está uma placa com a inscrição: "Aqui morreu em honra pela Pátria El Rei D. Carlos I e o Príncipe D. Luís Filipe". Uma inverdade que, passado mais de um século, não foi corrigida.
É que o Rei e o Príncipe não morrerem pela Pátria, foram assassinados pelos republicanos que tomaram o poder de Portugal. Escaparam por milagre a Princesa Amélia e o Príncipe Manuel que tiveram que ser transportados imediatamente para a Ericeira onde almoçaram pela última vez em Portugal, tendo de imediato embarcado e partido para Gibraltar e dali para Londres.

Rei D. Carlos e o Príncipe Filipe, assassinados em Lisboa
Custa a entender o porquê do encobrimento da verdade pela história. Factos deturpados que levantam dúvidas. Infelizmente a história de Portugal, nalguns casos, está descrita e narrada com elementos que não correspondem à verdade dos factos. Com que interesse? O rei morreu, mataram-no, ponto final. Morreu em honra pela pátria, mentira. Verdade é que D. Manuel sucedeu ao pai assassinado.

João Godim
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