A Madeira vai ter um novo hospital central, garantia dada pelo novo presidente do governo. Era um dos anseios mais desejados pelos madeirenses, atendedo à antiguidade e alguma inoperacionalidade das unidades hospitalares existentes: o hospital dos Marmeleiros data de 1931 e o hospital Dr. Nélio Mendonça foi inaugurado por Américo Thomaz, presidente da República, em 1973. Um novo hospital para a Madeira foi a "grande boa nova" dos discursos de posse.

Maquete do futuro hospital da Madeira
Uma hora histórica na Região Autónoma da Madeira (RAM): 15 minutos depois das 17 horas, deste dia 20 de Abril, Miguel Albuquerque foi empossado como novo presidente da RAM; seguindo-se a posse dos restantes membros do governo, perante uma vasta presença de convidados. Trata-se do primeiro executivo que sucede a uma longa governação protagonizada por Alberto João Jardim (desde 1978).
A cerimónia solene decorreu no salão nobre da Assembleia Legislativa e teve dois discursos oficiais: o do novo presidente do Parlamento, Tranquada Gomes, que sublinhou as competências da “casa da democracia”, bem como da “fiscalização e o acompanhamento das acções governativas”. Sobre o futuro, acentuou que “respeitaremos os direitos da maioria”, sem menosprezar a “oposição, sem radicalização de posições, a favor dos superiores interesses regionais e nacionais , com consenso alargado”.
Da parte do novo presidente do Executivo regional, a palavra mais usada foi “temos que...”, dirigida sobretudo às áreas sociais, com revelo para os idosos, as famílias e os jovens que passam actualmente por dificuldades. “Temos que simplificar a mensagem politica, não basta, hoje, dar respostas convencionais ou falsas promessas. O momento é histórico, exige grande responsabilidade, mas o governo está determinado em ultrapassar os desafios, tem disponibilidade e humildade, uma determinação férrea a favor do bem comum”.

O actual hospital, com muitas carências, foi inaugurado há 42 anos.
Em termos de decisão prioritária, anunciou a construção do “novo hospital”, a revisão do “sistema político e a política fiscal”, entre outras pretensões. Nesta sua primeira mensagem, Miguel Albuquerque, deixou ainda sinais de tolerância e verdade ao citar nomeadamente Gandhi e Mandela.

João Godim
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