Onde estão os nossos poetas e escritores que deixaram prodigiosa obra mas que, no presente, caíram no esquecimento? Quem está na moda, logo se identifica com os prémios, as publicidades e as mediatizações às catadupas.
Nunca como agora, se publicou tanto... mas quantidade não significa qualidade e torna-se cada vez mais difícil distinguir os bons autores dos simplesmente "autores". Num país como o nosso, com uma baixa taxa de leitores, editar uma média de 25 mil novos títulos/ano, no último quinquénio, é garantidamente lixo a mais.
Ser escritor não é escrever (...) um livro, como ser agricultor não é plantar uma árvore. Invocar o poeta lírico e autor de uma vasta obra como Pedro (da Cunha Pimental) Homem de Mello, nascido na cidade do Porto em 1904, no mês de setembro, e falecido aos 80 anos de idade, é homenagear um autor com letras maiúsculas. Formado em Direito pela Universidade de Lisboa, cedo se notabilizou como poeta original e fiel intérprete do sentimento português.
Amália Rodrigues imortalizou alguns dos seus versos, particularmente os títulos “Povo que lavas no rio”, “O rapaz da camisola verde”, “Havemos de ir a Viana” e “Fria Claridade”, temas incontornáveis do Fado; ou ainda Camané, com o poema "Sei de um rio".
Ainda que seja um autor pouco divulgado, Pedro Homem de Mello assume o lugar distinto no panorama da cultura nacional, como testemunham os vários prémios que recebeu: Prémio "Antero de Quental" (1939), Prémio "Ocidente" (1964), e o Prémio "Nacional de Poesia", em 1972.
Música > https://www.youtube.com/watch?v=AwUtVhQr8hs
De Leandro Guedes a 23 de Agosto de 2016 às 09:04
Fiquei deliciado com o seu artigo sobre o Poeta e Professor Pedro Homem de Melo.
Conheci o Senhor era ele professor na escola Industrial Infante D. Henrique no Porto e assisti a algumas palestras e aulas dele. Era um gosto ouvi-lo.
Era um verdadeiro Senhor, culto, inteligente, chique, sempre bem posto, falava maravilhosamente bem, tinha um timbre de voz que me ficou na memória.
Obrigado amigo por este belo artigo.
Abraços e continuação de boas férias.
De José Manuel Catalão Saavedra a 19 de Janeiro de 2019 às 22:07
É com muito orgulho que hoje me recordo com saudade o meu grande professor de História D. PEDRO HOMEN DE MELO pessoa com uma cultura incomensurável dum grande amigo que hoje difícil de se encontrar nesta sociedade actual um professor com uma dedicação para com os seus alunos um respeito com os seus colegas que o adoravam.
Lembrá-lo dos programas televisivos no Monte Da Virgem sobre o folclore português em que ele tanto dedicou com um trabalho em que ele procurava transmitir ao povo português as várias regiões com os seus tradicionais costumes na maneira como dançavam, como vestiam.
Era um comunicador que enchia os corações dos portugueses com a maneira como ele falava com as diversas regiões duma delicadeza que era a sua maneira de estar.
Lembro -me que ele chegava à escola industrial INFANTE D. HENRIQUE sempre de táxi cumprimentado as suas colegas de trabalho beijando as suas mãos duma delicadeza que parecia que estava na realeza, vestia sempre de fato azul às pontinhos gravata azul também às pontinhos era a sua imagem de marca na altura que sempre ficou na minha memória passados sessenta e quatro anos
Era um poeta excelente escreveu muitos poemas para a D.Amalia deixa um legado na poesia portuguesa que a nação esqueceu pois hoje os poetas deste século ficam muito aquém desta grande figura o que é lamentável pois os alunos nunca ficaram a saber pois as suas obras ficaram no esquecimento o ministério da educação nunca estabeleceram no ensino está grande figura pelo que tive o previlegio de o conhecer.
Espero que o ministro da educação actual através da comunicação social preste homenagem a esta figura nacional na literatura nacional e que a sua poesia seja dada no ensino secundário e na faculdade de letras.
É com grande emoção que vou terminar pois queria desabafar aquilo que me vai na alma em que os políticos esquecem as figuras do outrora bem haja meu querido professor pois eu com 72 anos nunca me esqueci tal era a sua dedicação com o ensino nunca fez greves procurou ajudar o seu semelhante sem estar à espera de retorno do estado a sua dimensão intelectual era mais alto hoje a sua figura não é reconhecida por estes traidores da Pátria que não reconhecem aqueles que através da poesia levaram Portugal à dimensão internacional.
Que Deus o tenha em eterno descanso
JOSÉ SAAVEDRA
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