Pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, Miguel Torga nasceu a 12 de agosto de 1907, em S. Martinho de Anta. Escritor e poeta, recolheu ao longo da vida experiências importantes para a notável produção literária que o coloca entre os principais autores da literatura portuguesa no século XX.
Esteve emigrado no Brasil, durante a adolescência, formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, cidade onde conviveu com a geração da Revista Presença, com José Régio, Branquinho da Fonseca e outros. Da sua obra literária destacam-se os dezasseis volumes do Diário: A Criação do Mundo, Bichos, e Novos Contos da Montanha.
Como escritor dramático, Miguel Torga publicou Terra Firme, Mar e O Paraíso. Recebeu o Prémio Camões em 1989 e o prémio Vida Literária (da Associação Portuguesa de Escritores) em 1992. Faleceu em 1995.

Alguns dos seus versos foram interpretados musicalmente, como o poema "Santo e Senha", cantado por Fr. Hermano da Câmara:
> Deixem/ passar quem vai na sua estrada./ Deixem passar/ Quem vai cheio de noite e de luar./ Deixem passar e não lhe digam nada/
Deixem, que vai apenas/ Beber água de sonho a qualquer fonte;/ Ou colher açucenas/ A um jardim que ele lá sabe, ali defronte./ Vem da terra de todos, onde mora/ E onde volta depois de amanhecer./Deixem-no pois passar, agora/ Que vai cheio de noite e solidão/Que vai ser uma estrela no chão".

João Godim
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