Escritora do silêncio e da solidão
Uma das mais significativas escritoras portuguesas contemporâneas, Maria Judite de Carvalho (1921-1998), "a escritora do silêncio e da solidão", senhora de uma escrita "acutilante e atenta ao pormenor quotidiano", está a ter o reconhecimento merecido, 20 anos após a sua morte, com a publicação da sua obra completa, quase desconhecida do grande público.
Já está acessível o primeiro volume, que inclui as suas primeiras coletâneas de contos – “Tanta Gente, Mariana” (1959) e “As Palavras Poupadas” (1961).

Apelidada por Agustina Bessa-Luís como “flor discreta da nossa literatura”, Maria Judite de Carvalho, também jornalista (mulher do também escritor Urbano Tavares Rodrigues), dedicou trinta anos da sua vida à carreira literária, durante a qual publicou 13 livros, privilegiando as novelas, as crónicas, os contos, e escreveu sobre a solidão, e histórias sombrias da vida quotidiana que observava.
Personalidade “recatada” e “zelosa da sua privacidade”, a escritora nunca gostou de se expor, e “a obra dela sempre falou por si mesma”, explicam os estudiosos dos seus livros.

João Godim
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