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Domingo, 25 de Outubro de 2015

Memória de Marcello Caetano

Fácil é ser governante, difícil é governar

Voltamos, hoje, a lembrar a memória de Marcello Caetano (1906-1980), na passagem do 35.º aniversário da sua morte. Credenciado jurista e presidente do Governo português entre 1968 a 25 de abril de 1974, Marcello Caetano morreu a 26 de outubro, no Brasil, onde estava exilado... Longe de saudosismos doentios, lembramos a figura de estadista e de intelectual que esteve na transição de um regime autoritário para a democracia parlamentar. 

É fácil fazer "tábua rasa" do passado, mas quando se conhecem os contextos históricos que, na caminhada do tempo, se sucedem inevitavelmente uns aos outros, é legítimo não deixar cair no esquecimento o que faz parte da chamada identidade nacional, com tudo o que isso implique de bom e de mau em termos de poder e autoridade política. Diz-nos a história que é fácil ser governante, difícil é governar.
No livro "Marcello Caetano - Um Destino", de Luís Manuel Teles de Menezes Leitão (professor catedrático - Ciências Jurídicas - na Faculdade de Direito de Lisboa, e especialista em assuntos Fiscais), lê-se que: «O consulado de Marcello Caetano é infelizmente desvalorizado na história do século xx, sendo apresentado quase como um parêntese entre o regime salazarista e o regime democrático que se seguiu à Revolução de 25 de Abril de 1974. Tal constitui uma perspetiva extremamente injusta, pois esquece a extraordinária obra do governo de Marcello Caetano, especialmente nos planos económico, social e laboral".

Na verdade, "Marcello Caetano deve ser considerado como o verdadeiro fundador do Estado social em Portugal, que o regime democrático depois veio a desenvolver e cuja sustentabilidade é hoje tão questionada. Precisamente por isso, quando, passados 40 anos após a Revolução de 25 de Abril, se assiste ao desmantelamento progressivo do Estado social, convém que a História preste alguma atenção à vida do homem que o iniciou no nosso país.»

Esta mesma realidade é tema de um importante ensaio da autoria do professor Luís Reis Torgal (da Universidade de Coimbra, especialista em História Contemporânea, sobretudo do Estado Novo), intitulado "Marcello Caetano, marcelismo e "Estado social": uma interpretação. «Fala-se muitas vezes de “Primavera marcelista” e de “liberalização bloqueada” para caracterizar o regime de Marcello Caetano (1968-1974). Por sua vez, o sucessor de Salazar insistia na ideia de que se tratava de uma “Renovação na continuidade” e preferiu utilizar o conceito de “Estado Social” para caracterizar o Estado Corporativo, cuja denominação também manteve, considerando que deveria ser aperfeiçoado. Este conceito de “Estado Social”, se é assim entendido por Marcello, não deixa de ser, embora apenas formalmente e com outro sentido, o mesmo conceito hoje tão usado no debate político, considerando-o, alguns, essencialmente uma conquista da democracia, que, todavia, se está a perder.

No tempo de Marcello Caetano, o seu regime foi criticado à direita e à esquerda, considerando-o a primeira uma traição ao salazarismo e, sobretudo, à sua concepção de Estado uno e, a segunda, um Estado Novo sem Salazar e… com Marcello Caetano. "Afinal o que foi o Marcelismo ou o período marcelista e quem foi Marcello Caetano? Este ensaio, retomando outros trabalhos realizados — num tempo em que os estudos sobre o estadista parecem ser mais frequentes na historiografia portuguesa, muito mais interessada por Salazar — pretende, de uma forma assumida e fundamentada, responder a esta questão.»
Goste-se ou não desta personalidade, sem paixões ou fanatismos, é preciso reconhecer que a sua vida e obra ficam na História do nosso país e servem de lição para se compreender a realidade de hoje. Boas leituras.

Video (8´) > https://www.youtube.com/watch?v=DRuCYLcah6M

publicado por j.gouveia às 15:53

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1 comentário:
De Mara Fagoeiro a 26 de Outubro de 2015 às 09:23
Nem os governantes actuais sabem governar como nem nível têm para ser governantes. Uns garotos como dizia AJJ e quando tratava, e bem, o tal por sr. Silva.
Os pobres do antes ao menos viviam de cara lavada e sem calotes... eram forretas.

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