É, hoje, considerado uma das figuras centrais e influentes da cultura do nosso século XX, mas grande parte da sua existência foi vivida no exílio, no Brasil e nos Estados Unidos da América, por força de circunstâncias políticas, por oposição ao regime de Salazar e do Estado Novo, que impediram a sua criatividade crítica e de rara frontalidade: Jorge de Sena (1919-1978), autor de "O Físico Prodigioso", "Sinais de Fogo" e "No Reino da Estupidez", morreu há 37 anos, a 4 de Junho, no seu refúgio de Santa Bárbara (Califórnia).
Escritor, professor universitário, tradutor, poeta e ensaísta, Jorge de Sena nasceu em Lisboa e era formado Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia do Porto, trabalhou entre 1948 e 1959 na Junta Autónoma das Estradas. Em 1959 partiu para o Brasil, onde fez o doutoramento na área de Literatura Portuguesa (1964). E a partir de então ensinou como catedrático de Literaturas Portuguesa e Brasileira e Literatura Comparada, também nas universidades de Santa Bárbara e de Wisconsin (EUA).
Jorge de Sena "regressou" a Portugal em 2009, quando os seus restos mortais foram alvo de homenagem na Basílica da Estrela, em Lisboa, com a presença de familiares, amigos e entidades oficiais; e foram trasladados para o Talhão dos Artistas do Cemitério do Prazeres.
Na sua relação com Portugal, disse que:
- "Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela" (...).

João Godim
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