João de Barros (1881-1960), escritor, poeta, pedagogo e político, faleceu há 56 anos, no dia 25 de outubro.
Natural da Figueira da Foz, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e durante a Primeira República (1910 a 1926) exerceu vários cargos públicos, nomeadamente os de director do Ensino Primário, director do Ensino Secundário, secretário-geral do Ministério da Instrução e ministro dos Negócios Estrangeiros.
Foi um entusiasta da aproximação luso-brasileira, tendo dirigido, com João do Rio, a revista Atlântida (1915-1920), que incluiu colaboração dos principais escritores lusófonos da geração de 1910-1920. Neste contexto, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
Ante o regime autoritário do Estado Novo, participou em várias manifestações da Oposição, aderiu ao MUD (Movimento de Unidade Democrática) e esteve ao lado de Norton de Matos e Humberto Delgado quando estes se candidataram à presidência da República.
Nos seus últimos anos de vida dedicou-se à adaptação de textos clássicos para a juventude, como “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, “Odisseia”, de Homero, e “Eneida” de Virgílio contada às Crianças e ao Povo.
Foi pai do Professor Henrique de Barros (1904-2000) que viria a ser Ministro de Estado e Presidente da Assembleia da República (entre 1975-76), após a Revolução de 25 de Abril de 1974. Foi também sogro do então presidente do Conselho de Ministros do anterior regime, Marcelo Caetano (1906-1980).

João Godim
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