Foi há 50 anos que faleceu o filósofo, pedagogo e professor universitário português Delfim Santos (n. Porto, em novembro de 1907, m. Cascais, em setembro de 1966). Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas (1931), na Universidade do Porto, onde teve como mestre Leonardo Coimbra e por companheiros José Marinho, Álvaro Ribeiro e Sant´Anna Dionísio, todos grandes referências da chamada "Filosofia portuguesa" no século XX.
Após a licenciatura, foi professor de liceu em Coimbra e em Lisboa. Mas a sua paixão pela Filosofia levou-o até muito mais longe. Como bolseiro da Junta de Investigação Nacional, Delfim Santos estudou em Viena, Berlim, Londres e Cambridge, importantes núcleos do saber filosófico na Europa, onde frequentou as aulas e os seminários de verdadeiros mestres como Nicolai Hartmann e Martin Heidegger.
Seguiu-se o doutoramento na Universidade de Coimbra, com uma tese intitulada "Conhecimento e Realidade", em 1940, ocupando nesse mesmo ano o lugar de leitor em Oxford.

Obteve ainda uma bolsa para se especializar em orientação vocacional e profissional, nos E.U.A. Tornou-se professor catedrático, em 1950; e à hora da sua morte (precoce, aos 58 anos de idade) era diretor do Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian, instituição que publicou as suas Obras Completas, divididas em três volumes: da Filosofia, do Homem e da Cultura.

João Godim
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