Morreu a 2 de setembro de 1964, quase ignorado pelo regime político que serviu como 13.º presidente da República, 3.º da ditadura do Estado Novo - Francisco Craveiro Lopes (1894-1964), o único que recusou a submissão a Oliveira Salazar, inviabilizando a reeleição, em 1958.
Criticou a política colonial, com a eclosão da guerra em Angola, em 1961. Era natural de Lisboa e pertencia a uma família com tradições militares.O seu pai (João Craveiro Lopes) combateu na Flandres, foi prisioneiro em La Lys, durante a I Grande Guerra e exerceu funções de governador-geral da Índia, entre outros cargos.

Francisco Craveiro Lopes era general da Força Aérea e foi escolhido para suceder a Óscar Carmona, presidente entre 1926 e 1951. Mas Salazar, desgostoso com as relações entre a presidência e a oposição, afastou-o do acto eleitoral de 1958, em favor de Américo Tomás.
Apesar das poucas considerações de estima e respeito que tinha da parte do governo da altura, o presidente Craveiro Lopes realizou várias vIagens oficiais fora do espaço continental europeu, nomeadamente: em 1954, a São Tomé e Príncipe, e Angola; em 1955, à Madeira, Guiné e Cabo Verde; em 1956, a Moçambique, Angola e África Austral e, em 1957, ao Brasil; recebendo neste mesmo ano, em Lisboa, a visita da rainha Isabel II de Inglaterra.

João Godim
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